O fenômeno "faça você mesmo" (DIY).

20.04.2016

Um dos princípios básicos da economia (e do marketing) é a troca que ocorre quando alguém entrega um produto, serviço, dinheiro, favor, etc. para outra pessoa com a expectativa de receber algo de volta. Esse mecanismo ocorre praticamente todos os dias em nossas vidas e de muitas formas, porém a forma mais lembrada, sem dúvida, é a monetária. Trocamos nosso dinheiro por produtos, serviços, facilidades e até por mais tempo para nós mesmos.

 

A sensação é que cada vez mais surgem novas opções interessantes que podemos adquirir (ou usufruir) trocando pelo dinheiro. Isso se deve ao crescimento do número de empresas (e produtos) e pela tecnologia+globalização que permite que a compra de algo em qualquer lugar do mundo.

 

Se por um lado temos incentivos para gastar o que ganhamos, de outro temos o incentivo de se dedicar exclusivamente a uma profissão. Como a sociedade contemporânea valoriza o especialista (podemos tomar como exemplo quanto ganha um neurocirurgião vs um clínico geral) parece natural afirmar que caminhamos para sermos profissionais de uma só área, de uma só expertise. Será mesmo?

 

Dedicar muitas horas a uma única atividade pode levar à perfeição numa técnica, e possivelmente ao retorno financeiro. Porém, essa mesma fórmula não necessariamente leva à realização pessoal, algo que a geração atual encara como algo mais relevante que o retorno financeiro.

 

Quando perguntam para você: você poderia se apresentar? A resposta muitas vezes vai além do ganha pão. Ter vários interesses, além do trabalho, está ganhando mais importância. A pesquisa no Google pela expressão "DIY - Do it yourself" aumentou pelo menos 300% nos últimos 4 anos (Fonte Google Trends). 

 

Essa vontade de aprender coisas novas pode ser facilmente identificada pela quantidade de tutoriais gratuitos na internet que vão desde programação de sites até receitas para aquele jantar especial. Essas iniciativas muito comuns em países desenvolvidos podem ter a influência do alto preço da mão de obra. Não é a toa que tantas tecnologias, como a impressora 3D, surgem nesses pólos colocando a capacidade produtiva na mão de pessoas comuns. Como inspiração apresento abaixo um vaso feito de cimento pela minha noiva:

 

 

 

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