Não se faz mais mãe como antigamente

19.05.2016

Eu sou mãe da Martina, ela tem quase 4 anos e é muito engraçada, começou a falar antes dos dois anos e não parou mais. Tá naquela fase gostosa de falar o que pensa e ter raciocínios lógicos até demais. 

 

 

 

A minha gravidez foi super tranquila, tive um parto normal rápido e em agosto de 2012 finalmente estava com a Martina nos braços. Até aí tudo bem! Chegamos em casa do hospital, o meu marido e eu nos olhamos e pensamos “tá, cadê o manual?”. A gente até comprou aquele livro enorme, A vida do bebê do Rinaldo de Lamare, sabem? Ele me ensinou a época “normal” que o bebê firma a cabeça, me ensinou com quantos meses nascem os dentes, me ensinou tudo que o leite materno tem de bom.

Mas ele não me ensinou como identificar os choros, como fazer dormir quando se está no último fio de energia, como lidar com a frustração do leite secar aos 4 meses, como lidar com a culpa de querer ficar só um tempo sozinha.

Culpa, culpa, culpa, eu acho que essa palavra vai nos acompanhar pelo resto da vida. Dúvida também, parece que elas vem juntas, dúvida + culpa, como se fosse um combo, sabe aqueles do McDonalds. Em alguns casos vem de brinde a angústia.

 

A gente sente culpa por não preparar sempre aquela sopinha cheia de coisas saudáveis e orgânicas, a gente sente culpa por não querer preparar nada e comprar pronto. A gente sente culpa por colocar o bebê pra dormir na nossa cama e a gente sente culpa por deixá-lo no berço, podendo sentir frio no inverno. A gente sente culpa se trabalha muito, ou se trabalha pouco. A culpa vem quando achamos que estamos falando muitos “nãos” podendo causar algum tipo de trauma, mas também vem se falamos muitos “sims” e relaxamos no limite. E aí eu me pergunto, como eram as mães de antigamente?

 

Sempre tem uma mãe, uma tia ou uma avó pra dizer que no tempo delas a gente tomava refrigerante e suco de saquinho, comia bolacha recheada e frituras e ninguém morria. As festas de aniversário eram na garagem ou na sala de casa. Além disso, algumas não trabalhavam, ou trabalhavam menos para poder criar os filhos. Estes tipos de comentários levam a nossa culpa lá nas alturas, soma com todas as outras inúmeras culpas e a dúvida nos mata, e a gente pensa, será que eu sou uma boa mãe?

 

Eu sou Psicóloga e trabalho com Pesquisa de Mercado, aquelas pra saber o que o consumidor pensa e sente, o que ele precisa, como uma marca está sendo vista, etc. Já conversei com muuuitas mães nessas minhas pesquisas e posso garantir, independente da classe social, cidade, profissão, idade (mães de hoje ou de antigamente), mãe realmente é tudo igual. Assim como não tem manual pra filho, também não tem manual pra mãe.

O negócio é seguir o instinto, seguir o coração, conversar com outras mães pra dividir a culpa, não se achar tão louca e saber que no final de tudo é o amor pelos filhos que nos guia e eles sabem disso!

 

Tem uma propaganda que expressa bem esse sentimento, prepare o lenço:

 

 

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