Inteligência artificial X Inteligência humana

20.06.2016

 

 

Eu tenho estudado um pouco sobre este assunto, especialmente o contraponto entre as habilidades que os robôs têm (e terão) e as habilidades que são de domínio dos humanos.
Quando eu pensava em robô, logo pensava no desenho dos Jetsons ou Robocop. Porém a robótica com sua inteligência artificial vai além. Por exemplo, aquele dispositivo “Sem Parar” dos pedágios é um robô e nos faz questionar a necessidade de funcionários nas cabines dos pedágios. Quando a gente liga para o call center da Net, é um robô que faz o primeiro atendimento, substituindo vários colaboradores.

 

Esses dias eu fui visitar uma fábrica do ramo alimentício e eles estavam orgulhosos, pois tinham comprado uma máquina que empilhava os fardos de alimentos milimetricamente e depois embalava rapidamente e tudo estava pronto para entrar no caminhão. Quanto essa empresa economizou com tempo, esforço e dinheiro? Vamos pensar no carro do Google, que dirige sozinho e já é uma realidade no Vale do Silício, nos EUA. Em breve o Uber, que é uma das empresas “quentes” do momento, terá que se reinventar, pois não precisará mais de motoristas. Se pensarmos um pouco mais a frente, vai chegar um momento que as pessoas não precisarão mais aprender a dirigir. Num primeiro momento isso assusta, mas é um caminho parecido com a máquina de escrever que ficou obsoleta.

Então o que podemos fazer para se destacar num mundo que as máquinas pensam, raciocinam e até já escrevem artigos? (sim, já tem robô escrevendo artigos).

Existem duas habilidades muito importantes que dificilmente um algoritmo conseguirá superar os humanos, são elas: inteligência interpessoal e inteligência intrapessoal. Interpessoal compreende a capacidade de liderança, persuasão, empatia, colaboração. A inteligência intrapessoal se refere à capacidade de se compreender, autoconhecimento, autocontrole, gestão das emoções. Para quem deseja se aprofundar no assunto, tem um livro que é referência neste assunto, chamado “Inteligência Emocional” do autor Daniel Goleman.

 

Portanto, é fundamental que as pessoas e as empresas tenham consciência da importância do desenvolvimento destas competências, tendo em vista que será um diferencial competitivo no futuro que está ali, bem próximo. Cada pessoa cresce dentro de um contexto singular. Este contexto vai formar as referências e as crenças de cada um, como consequência, irá influenciar o seu comportamento. Esta formação é individual e faz com que o ser humano seja tão fantástico e tão complexo ao mesmo tempo.

 

Então eu me pergunto, será que um robô, com sua inteligência artificial, será capaz de compreender profundamente as pessoas? Eu acredito que não.

Recentemente, a Microsoft lançou um experimento no Twitter que batizou de robô “Tay”: na descrição do perfil oficial, é dito que “quanto mais você conversa, mais inteligente Tay fica”. A intenção era que Tay aprendesse padrões de respostas com os internautas, um conceito que, em tecnologia, é chamado de machine learning. Enquanto esteve “aprendendo” a conversar com os usuários do Twitter ele escreveu coisas do tipo:

Com menos de 24 horas, Tay foi desativado e a Microsoft se desculpou pelo ocorrido.
É por isso que as máquinas não vão dominar o mundo, porque o mundo é feito de pessoas.

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