Mito 1: Só existe grupo focal em pesquisa qualitativa.

28.10.2016

 "A gente queria fazer uns grupos focais para entender...", essa frase é muito comum. Muitas vezes, temos a sensação que quando se pensa em pesquisa qualitativa, automaticamente se pensa em grupos, como Batman & Robin, queijo & goiabada, pipoca & guaraná. Talvez porque seja mais fácil para o cliente acompanhar atrás do espelho ou porque, para empresa de pesquisa seja um método mais rápido de ser executado e  agiliza o estudo. Porém, são tantas as possibilidades de métodos e a combinação entre eles faz com que os resultados sejam ainda mais profundos. Podemos citar observação, observação participante, entrevista em profundidade, jornada do consumidor, home invasion, shadowing, técnicas projetivas (que são várias), peer groups, fotografia antropológica, netnografia, entre outros.

Nós acreditamos que cada ferramenta tem o seu propósito e aplicabilidade, e quanto mais próximo do ambiente real das pessoas a gente estiver, mais verdadeiro serão os resultados do estudo. 

Vale lembrar que nem sempre o que a gente diz é de fato o que a gente faz. Portanto, entrar na vida da pessoa ajuda a captar, além do dito, o NÃO dito, que é tão relevante ou mais. Quantos "segredos" um armário, uma geladeira ou uma bolsa podem revelar? Pode acreditar, são vários!

Essas sutilezas, esses small datas dificilmente
surgirão dentro de um grupo.

Eles não são muito recomendados quando se deseja decifrar comportamentos, compreender hábitos e atitudes, desvendar motivações, valores e frustrações. Da mesma forma que fica difícil de ver o que tem por baixo do tapete, o que está nas entrelinhas, pensamentos e crenças guardados no inconsciente e sufocados pela rotina.

 

Os grupos são bons para testar produtos, protótipos, campanhas, embalagens. 
E mesmo assim é sempre bom questionar: como podemos aproximar um grupo focal de um ambiente mais natural e espontâneo? Nós podemos simular um PDV trazendo gôndolas para expor os produtos testados, decorar a sala como uma festa infantil para desinibir as crianças, tirar a mesa central e deixar o ambiente mais descontraído. Além disso, quem disse que focus group precisa ser feito em sala de espelhos? Nós já fizemos na casa do consumidor, em praças, restaurantes, cafés, escola de gastronomia, até dentro de salão de beleza, e os resultados foram ótimos.  

Por isso, quando pensar em pesquisa qualitativa, abra-se para novas possibilidades, você irá se surpreender!

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