Mito 3: Pesquisa só traz o óbvio.

17.11.2016

Você sabia que 95% dos pensamentos dos seres humanos se dá na parte subconsciente do cérebro? Isso significa que grande parte do nosso comportamento não é racional.

Então, por que a maioria das pesquisas de mercado procura entender a relação dos consumidores com algum produto ou serviço de forma racional, com base apenas no discurso, ou seja, na intenção das pessoas?

Em centenas de casos de pesquisa, muitos consumidores dizem que fariam algo e na prática agem de forma completamente diferente. As empresas recebem essas informações, tomam decisões estratégicas com base nisso e muitas vezes o investimento de tempo, esforço e dinheiro não dá resultado.

 

O problema está na forma como muitas pesquisas são conduzidas.

Falta de clareza sobre o objetivo principal, tentativa de confirmar com a pesquisa nossas crenças (viés), escolha dos métodos mais convenientes e não dos que melhor responderiam as dúvidas, ausência de conhecimento sobre comportamento humano, além da falta de comprometimento e até de responsabilidade da própria equipe de pesquisa são alguns dos problemas mais comuns que comprometem os resultados de um estudo.

 

Dentre esses pontos acredito que um em especial merece destaque: como fazer a escolha correta dos métodos de pesquisa? O primeiro pré requisito é ter claro qual o objetivo do projeto, o que queremos e precisamos entender. Afinal, não adianta ter as respostas certas para as perguntas erradas. Muitas vezes, não é na primeira reunião com o cliente que isso será definido rapidamente. Ferramentas como mind mapping e visualização são importantes para ajudar a esclarecer qual é o principal desafio e o que temos de informação sobre o tema.

 

O segundo passo é avaliar qual é a compreensão que os contratantes da pesquisa possuem da realidade atual. Temos informação suficiente sobre o cenário presente, sobre o consumidor, sobre a concorrência, ou precisamos adquirir mais conhecimento sobre o retrato competitivo atual? Se nosso conhecimento sobre o momento atual não é suficiente, precisaremos utilizar técnicas mais qualitativas:  indicadas para gerar insights e aprofundar o conhecimento sobre determinado tema. Normalmente a amostra é pequena e há liberdade na abordagem que pode ser subjetiva, projetiva e lúdica (justamente para captar os pensamentos do subconsciente).

 

Se julgarmos que temos conhecimento suficiente e queremos validá-lo através de pesquisa, os métodos mais indicados são quantitativos: são perguntas objetivas com número maior de amostra e respostas específicas. Servem para comprovar insights e hipóteses. É preciso questionar sempre, pois algumas empresas acham que possuem conhecimento suficiente sobre o consumidor para validá-lo com um pesquisa quantitativa e na realidade não tem. Algumas certezas estão enraizadas na cultura da empresa que merecem um olhar externo.

 

A escolha certa do método é tão importante para o resultado de uma pesquisa, quanto um tratamento correto para um paciente que está doente. Muitas vezes a diferença entre remédio e veneno é muito tênue. Por isso certifique-se de ter um parceiro ao seu lado com conhecimento, experiência e responsabilidade.

 

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