Mito 4: Números de pesquisa trazem segurança.

24.11.2016

 Quantas vezes já vimos pesquisas eleitorais apontarem um candidato como vencedor e o resultado da vida real ser diferente? Muitas pesquisas mal conduzidas e/ou interpretadas já foram responsáveis por grandes prejuízos apontando o caminho errado para seus contratantes. Na década de 80, a Coca Cola realizou um teste cego com 200 mil participantes e o resultado apontou que uma nova fórmula era melhor que a atual. O resultado? Milhões de dólares perdidos e consumidores revoltados. O erro foi assumir que o sabor era o principal driver de compra, além de não questionarem se os consumidores abririam mão da fórmula original.

Então, não devemos confiar totalmente nos números de uma pesquisa?

A resposta é: depende.

 

Todo método de pesquisa tem suas limitações, por isso é importante não ficar refém de apenas uma técnica, especialmente quando falamos de pesquisa quantitativa cuja principal utilidade é comprovar (e não gerar!) alguma hipótese ou insight e através do alto número amostral tangibilizar essas hipóteses em algo que possa ser dimensionado.

Outra questão pouco comentada em relação a um estudo quantitativo é que as respostas que os participantes da pesquisa dão são intenções, ou seja, podem ou não se concretizar em ação.

Justamente quando a intenção (por exemplo de votar em alguém) não se concretiza em ação (confirmar o voto no dia da eleição) ocorre a distorção entre pesquisa vs realidade. Como estamos falando de pessoas, é importante lembrar que esse processo acontece muitas vezes, já que tomamos decisões, comprovado por pesquisas, baseadas na emoção ao invés da razão. Somos seres muito mais emocionais do que racionais, ou seja, nem sempre nós realizamos nossas intenções.

 

Portanto, qual seria um modo melhor de entender as ações das pessoas?

Não depender apenas do seu discurso, mas sim observar o comportamento delas na prática, na vida real, aplicar técnicas projetivas de maneira a extrair conteúdos inconscientes, pois é onde se dá a maior parte dos pensamentos. Assim, nos aproximamos dos comportamentos e da essência de cada um.

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